Segue pequeno trecho com observações de Sergio Maistrello tratando de aplicações Web 2.0 para a administração do território. Diz ele, em seu livro La parte abitata della Rete, publicado em 2007 pela editora Tecniche Nuove:
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Um modo de imaginar o que um dia a administração do bem público poderia tornar-se numa sociedade digitalizada seria considerar a unidade mínima do território a ser governado, por exemplo, uma cidade.
Existem blogs pessoas ou coletivos – chamados urban blog, local blog, blog metropolitano ou blog territorial – cuja vocação é tratar temas de interesse estritamente locais.
Considerar a cidade uma rede social e dotar de conexão cada nó significa projetar sobre a Internet um mapa das realidades locais. A cidade em Rede seria um exemplo clássico de aplicação baseada em redes sociais, uma rede social cujo escopo não seria apenas encontrar amigos, publicar fotografias e vídeos e procurar trabalho, mas tornar-se protagonista de um território e representar a sua complexidade.
Investir numa rede social em dimensão local significaria deixar os próprios concidadãos se exprimirem, estimulá-los a construir pontos de presença, promover a criação de redes de identidade e comunidades de interesse, convidá-los a investir seu capital social nas causas com as quais eles se importam.
Tudo isso certamente reclama uma profunda revisitação dos papéis: a administração pública, em uma lógica reticular, não é mais o centro, mas um dos nós da rede sem aranha, um hub dos hubs, o primeiro entre iguais.
Se a cidade é um conjunto de tantas visões de mundo quantos são os seus habitantes, quem a governa é o nó destinado à síntese deste fluxo de comunicação que irrompe de baixo. A representação não é mais apenas um voto qüinqüenal, mas a interpretação constante da história contada sobre a realidade de cada nó, quer corresponda esse a um cidadão, a uma associação, a uma instituição ou a uma realidade produtiva.
O círculo virtuoso nasce com a infra-estrutura de comunicação e com tecnologias sempre mais difusas, fáceis de usar e econômicas: os instrumentos mais maduros da Internet habilitam as pessoas a se exercerem, a participarem, a se organizarem entre si mesmas espontaneamente.
Um patrimônio de conhecimento (mais ou menos local) distribuído e facilmente acessível – com capacidade de dar resposta ao jovem e ao ancião, ao empreendedor e ao desocupado, ao emigrado extracomunitário e ao turista, às associações e às instituições – é um motor formidável para o crescimento do território.
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